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Como escolher um sistema para o consultório de psicologia

Oito perguntas que separam as ferramentas de verdade, uma comparação com preços medidos nos sites oficiais, e a parte que quase nenhum comparativo tem: quando o Sinapsi não é a escolha certa.

Equipe Sinapsi Publicado em · Atualizado em

Comparar sistema para consultório costuma virar contagem de funcionalidade: quem tem mais itens na lista ganha. Só que a lista não diz o que acontece no dia em que você registra a evolução no paciente errado, nem quem consegue ler o prontuário além de você, nem como os dados saem se um dia você quiser sair.

Abaixo estão oito perguntas que separam as ferramentas de verdade, e no fim uma comparação de preços e recursos com números que medimos nos sites oficiais. Inclusive nas linhas em que perdemos.

1. O prontuário é cifrado, e cifrado onde?

"Dados criptografados" pode significar coisas muito diferentes. Cifra em trânsito (o cadeado do navegador) é o mínimo e todo mundo tem. O que muda o jogo é a cifra em repouso, e melhor ainda se aplicada antes de o texto chegar ao banco de dados: aí quem abre o banco vê texto embaralhado, não a sessão da sua paciente.

Pergunte de forma específica: o conteúdo clínico é cifrado antes de entrar no banco, e quem tem a chave?

2. O que acontece quando você erra um registro?

Esta é a pergunta que quase ninguém faz, e ela revela a arquitetura inteira. Se dá para editar uma evolução antiga e o texto anterior simplesmente some, você tem um documento que pode ser reescrito sem deixar rastro. Um registro clínico que pode ser alterado silenciosamente não sustenta nada, nem para você, nem numa eventual discussão sobre o que foi feito e quando.

O comportamento correto é a retificação entrar como registro novo, com data, deixando o anterior visível.

3. Numa clínica, quem enxerga o quê?

Se você divide espaço com colegas, a recepção precisa marcar sessão sem alcançar o conteúdo clínico, e um colega não deveria abrir o prontuário do seu paciente. Pergunte onde essa separação é feita: se ela existe só na tela, qualquer erro de programação a contorna. Se ela é feita no banco de dados, a consulta simplesmente não devolve as linhas.

4. Existe registro de quem leu?

Em incidente de segurança com dado de saúde, a pergunta que chega é "quais prontuários foram expostos". Sem log de acesso, a resposta honesta é "não sabemos", que é a pior possível. Acesso a prontuário deveria gerar evento com autor e horário.

5. Como os dados saem?

Antes de entrar, saiba sair. Exportação dos seus dados e encerramento de conta precisam existir como tela, não como pedido por e-mail que alguém executa à mão. E vale entender o que acontece com o registro clínico no encerramento: ele tem prazo de guarda definido pela profissão e não some porque você cancelou a assinatura.

Alguns sistemas têm sala de vídeo integrada; outros guardam um link externo que você mesma cola. Nenhum dos dois é errado, mas a diferença importa: com sala própria, o vídeo passa pela infraestrutura do fornecedor, e vale perguntar se há gravação e onde ela fica. Com link externo, o que acontece na chamada não passa pelo sistema, e a responsabilidade pelo serviço de vídeo é sua.

7. Cobrança: registro ou meio de pagamento?

"Financeiro" pode ser duas coisas bem diferentes. Pode ser um registro do que você recebeu, em que você marca pago e pendente. Ou pode ser cobrança integrada de verdade, que emite Pix e passa cartão, normalmente com taxa por transação. A segunda economiza muito trabalho e custa um percentual; a primeira não custa nada e não cobra ninguém por você.

Pergunte também a taxa. Ela varia bastante entre Pix e cartão.

8. E a IA, o que ela faz com o que você escreve?

Transcrição de sessão e resumo automático economizam tempo real. A pergunta não é se a IA é boa: é para onde vai o áudio e o texto, se algum conteúdo clínico sai da plataforma para um serviço de terceiro, e se ele é usado para treinar modelos. Peça a resposta por escrito, no contrato ou na política de privacidade, não no material de vendas.

A comparação, com números medidos

Levantamos preços e recursos nas páginas oficiais em 4 de setembro de 2026. Preço e funcionalidade mudam: confira na fonte antes de decidir. Onde não encontramos a informação publicada, escrevemos "não anunciado" em vez de afirmar que não existe.

 SinapsiCorporaPsicoManager
Plano gratuitoSim, sem prazoSim, sem prazo, até 50 sessões/mês7 dias de teste (grátis permanente só para estudante)
Plano pago individualR$ 89/mêsR$ 89/mês (R$ 890/ano)R$ 89/mês (Pró) e R$ 119/mês (Plus)
Prontuário cifradoSim, na aplicaçãoSim, anunciadoNão anunciado
Retificação sem sobrescreverSimNão anunciadoNão anunciado
Registro de quem leu o prontuárioSimNão anunciadoNão anunciado
Sala de vídeo própriaNãoSim, já no gratuitoNão anunciado
Site público de agendamentoSim, em todos os planosSim, já no gratuitoApp do paciente
Cobrança por Pix e cartãoNãoSim (1,99% Pix, 4,59% cartão)Sim
Transcrição e IANãoSim, no plano pagoSim
Receita SaúdeNãoNão anunciadoSim, no Plus
Lembrete por WhatsAppSimSim, no plano pagoSim, com créditos

Fontes: planos do Corpora, plano gratuito do Corpora e planos do PsicoManager, consultadas em 4 de setembro de 2026.

Quando o Sinapsi não é a escolha certa

A tabela acima deixa isso evidente, e preferimos escrever do que deixar você descobrir depois de migrar. O Sinapsi não é a ferramenta certa hoje se você precisa de:

  • Sala de vídeo dentro do sistema. Aqui o campo de sala guarda um link externo que você cola.
  • Página pública para o paciente marcar sozinho. Quem agenda é você, dentro do produto.
  • Cobrar por Pix ou cartão pela plataforma. O financeiro registra o que entrou; ele não cobra ninguém.
  • Transcrição de sessão. Não existe, e nenhum áudio é enviado ao produto.
  • Emissão na Receita Saúde. O recibo sai em PDF para você enviar.

Se qualquer um desses itens for decisivo para a sua rotina, uma das outras ferramentas vai servir melhor, e não faz sentido perder tempo migrando para descobrir isso na segunda semana.

O que o Sinapsi faz diferente

A aposta aqui não é ter mais itens na lista. É que as perguntas de 1 a 5, as que ninguém coloca no material de vendas, tenham resposta na arquitetura e não na promessa: conteúdo clínico cifrado antes de tocar o banco, evolução que não se sobrescreve, isolamento entre profissionais feito no próprio banco de dados e registro de quem abriu cada prontuário.

Por que este artigo mostra onde perdemos. Um comparativo em que o autor ganha em todas as linhas não serve para decidir nada, e você sabe disso. A tabela foi montada a partir das páginas oficiais das três ferramentas no mesmo dia, e nós somos os únicos aqui que não podem se dar ao luxo de errar sobre si mesmos.

Um roteiro curto para decidir

  • Liste o que a sua semana realmente exige. Recurso que você não vai usar não deve entrar na conta.
  • Das oito perguntas acima, escolha as três que mais importam para você e peça resposta por escrito.
  • Teste com pacientes reais por duas semanas, incluindo um fechamento de mês.
  • Antes de assinar, confirme como os dados saem.

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